As trincheiras foram a marca inesquecível da grande guerra. Os que viveram nas trincheiras estão mortos mas sua provação estão registradas em cartas. A morte, o gás tóxico, medo, enfim, coexistia com a miséria, lama, piolhos e ratos.
À frente, a "Terra de ninguém", esse termo foi criado durante a grande guerra, era entre 500 e 200 metros de terreno mais as vezes eles usavam só 50 metros de terreno. As trincheiras vão aumentando-lhes a capacidade de defesa com sacos de areia, arame farpado onde penduram latas para alertar sobre a presença inimiga, posições de tiro e de escuta, sapas para ligação com a retaguarda, nichos laterais para abrigarem-se durante os bombardeios.
O auge da provação na vida nas trincheiras não era atingido durante os bombardeios de artilharia, o medo de ser estraçalhados pelos estilhaços de uma granada, ou pior ainda ser soterrado. Equipamento ajustado baioneta calada, o soldado transpõe o parapeito da trincheira e, seguindo seu comandante, se lança em direção ao inimigo, sob o fogo de canhões, metralhadoras e granadas de mão, até o assalto final. Então é a hora de matar com faca e pá de trincheira.
Nenhum comentário:
Postar um comentário